funções obliquas da luz sobre o ventre primário das palavras.
morrem do avesso com a ternura a aflorar à boca em cada sílaba invisível,
sempre que a imaginação caduca e não há previsão para o acaso ou o amor.
deve ser assim que principia a palavra medo:
quando os dias desaguam no choro, exaustas de correr
com o coração à frente dos próprios passos.
quando os dias desaguam no choro, exaustas de correr
com o coração à frente dos próprios passos.
as mulheres esquecidas à margem do poema,
carregam por dentro dos olhos o céu inteiro e é sempre rente
à promessa da palavra mar que encontram todos os consolos,
carregam por dentro dos olhos o céu inteiro e é sempre rente
à promessa da palavra mar que encontram todos os consolos,
mas dessas coisas apenas os olhos falam.
*tom jobim


3 comentários:
quero fazer destas palavras a minha canção. posso?
demasiado lindo. :)*
gostei muito deste bocadinho. assim como dos outros bocadinhos que vou encontrando por aqui, mas este teve um sabor especial, e não sei explicar porquê. só para dizer que foi bom. *
há coisas tão verdade ... e só alguns as conseguem "fazer" em palavras ...
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