sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

"jesus loves me"


CocoRosie
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14.abril. lisboa aula magna
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CocoRosie - By your side

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terça-feira, 16 de janeiro de 2007

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Tenho o nome de uma flor
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei
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Eugénio de Andrade
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19.10

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são folk freaks que na realidade nunca o chegam a ser. são momentos de clarividência esfumada, acordes que destroem todas a certezas para serem reconstruídas imediatamente a seguir. as cordas fervorosas nas mãos de Final Fantasy brincam nos ouvidos. apontam fogo em todas direcções, mas jorram cantilenas melancólicas e derretidas em momentos brilhantes. dissolvem devagar, são a neblina de dias quentes e ruas húmidas. o que lhes falta, somos nós que construímos.


Grizzly Bear - Yellow House
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domingo, 14 de janeiro de 2007

"that there that`s not me"



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sábado, 13 de janeiro de 2007

19.16

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e depois do drinking songs? nas mãos tingidas de vermelho, o desamparo que macera . a angústia tangente às linhas miserabilistas e incrédulas. a revolta em carne viva que se deita em vidros estilhaçados. os espectros continuam a dançar ao som do vento e da voz que corrói... lentamente... até que não reste mais nada… é assim o matt elliott.

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Matt Elliott - Failing Songs

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

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não me mates já! não agora!

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que se recolham, mais uma vez, as pétalas desfiadas da insónia estremecidas na barriga da vida, ora ácidas, ora doces.

que se oiça, mais uma vez, a canção surda a resfolegar na folia metafórica, no papel prostrado, nos passos contados, nos dias medidos.

que se consuma, mais uma vez, a colher de olhar dissolvida em água. tem um nome a dançar no céu-da-boca, que arranha e dilacera.

é que, aqui, quando caem agulhas de luz, nunca o tempo rebenta imperativo e entro no segredo dos meus segredos. é que eu durmo na incredulidade, porém a sonhar com um dia limpo e um verbo novo.

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culpado


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Chico Buarque - Ela faz cinema

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

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Esses mortos difíceis
Que não acabam de morrer
Dentro de nós; o sorriso
De fotografia,
A carícia suspensa, as folhas
Dos estios persistindo
Na poeira; difíceis;
O suor dos cavalos, o sorriso,
Como já disse, nos lábios,
Nas folhas dos livros;
Não acabam de morrer;
Tão difíceis, os amigos
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Eugénio de Andrade
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

look carefully

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