domingo, 31 de dezembro de 2006

até amanhã



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como agoiros

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...(depeche mode)...
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...(yeah yeah yeahs)... ...(bloc party)...
...(patrick wolf)...
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...(nick cave)... ...(joanna newsom)...
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...(final fantasy)... ...(cocorosie)...
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...(antony and the johnsons)...
...(iron and wine)...
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...(frank sinatra)... ...(sigur rós)...
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...(doces)... ...(bolas de sabão)... ...(sorrisos cobertos de lágrimas)...

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doze para doze meses, adivinha quais...
açucar para que a vida não nos amargue mais...
bolas de sabão que vão levar histórias antigas e preces novas... sorrisos salgados porque já não sei viver de outra forma...
que a vida não me tire mais ninguém. é bom ter-vos a todos, mesmo que não tenha nenhum.
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de lés a lés...

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To be lost in the forest To be cut adrift You've been trying to reach me You bought me a book To be lost in the forest To be cut adrift I've been paid I've been paid Don't get offended If I seem absent minded Just keep telling me facts And keep making me smile Don't get offended If I seem absent minded I get tongue-tied
Baby, you've got to be more discerning I've never known what's good for me Baby, you've got to be more demanding I will be yours I'll pay for you anytime You told me you wanted to eat up my sadness Well jump on, enjoy, you can gorge away You told me you wanted to eat up my sadness Jump right
Baby, you've got to be more discerning I've never known what's good for me Baby, you've got to be more demanding Jump left What are you holding out for? What's always in the way? Why so damn absent-minded? Why so scared of romance? This modern love breaks me This modern love wastes me Do you wanna come over and kill some time? Tell me facts, tell me facts, tell me facts Tell me facts
Throw your arms around me

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

requiem para um domingo adiado

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"A gente que num domingo adiado, deixou de sentir que a sua vida é adiada todos os dias. A gente a quem cresceu ervas nos olhos. Nos ouvidos. Talvez no coração. Ervas de letargia e descrenças, sem saber onde e porque germina a descrença. Plantada nas margens do sono e ervas, essa gente já nem dá pelo furor impetuoso das águas do rio. Um rio próximo e tão distante. O rio que não quer morrer aceitando a morte de todos os dias.
E neste domingo que apodreceu antes de nascer, que morrerá antes de ter existido, penso nas tais coisas próximas e distantes. Na vida vivida, no som e na fúria, no rio em que não nos misturamos. Num mundo que acaba e noutro que começa. Sem darmos por isso. Sem lhe sofrermos o estertor e sem vibrarmos com o seu adiado princípio.
Apáticos. Surdos. Com ervas na alma e nos ouvidos."
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Fernando Namora - Um sino na montanha
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vazios ca(n)sados

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onde alguém sorri quando chegamos.
onde alguém lamenta a nossa partida.
onde alguém espera sempre por nós.
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

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todos os dias


"um bocadinho aqui...
um bocadinho ali...
e esse bocadinho vai aumentado.
Aos poucos...
como sombras de vida"
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por favor constrói-me um sorriso.
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

reencontrar-te em silêncio

Gustav Klimt -The Kiss
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"viver sem ti foi como perder outra vez um grande amor"
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eu hei de abandonar o teu trilho. eu hei de esquecer o nosso sangue.
eu vou saber amar-te como tu me amas
e nesse dia havemos de nos reencontrar onde sempre nos esperamos.
até lá moro nas nossas paixões e na cidade dos músicos hás de ver-me neste beijo.
de todas és aquela que mais me magoa, por isso quero-te mais do que a mim.
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do corpo (des)igual



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o meu
lado esquerdo
por estes dias, doía mais que o anseio e eu não sabia porquê... nas pontas dos dedos nascia o tremor a cada noite que fugia e prometia não voltar. o braço crescia corajoso de fraquezas nuas, sem saber que um dia havia de cair na antecedência dos passos. sabe a fontes de água cristalina nos desertos da lua, este lado, que vive em toda a parte, mas não sabe a canção de alguém. não lê, não vê... é raiz do desamparo, berço da solidão.
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o meu

lado esquerdo
vive apaixonado pelo medo de ser lido e o incomodo de ser relido. todos os dias pede atenção, daquela que não quer obedecer as rédeas e deseja acolher algo maior que ele próprio. dorme nos sonhos, que já não respira, de poesia de gestos e bocas de mel. precisa de tempo sem tempo e noites sem dia. não sabe de palavras prontas nem as conhece simples, por isso vive escondido na folhagem tosca de um corpo inteiro. na garganta traz fruta madura, sobe à boca ainda verde e revolve a língua em jogos gastos, como trapos e mãos doentes.
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o meu

lado esquerdo
merece flores que nunca hão de florir e danças à chuva que nunca hão de ferir. vive debulhado em lágrimas e casa vazias. é sombra de animal esgotado ainda antes do sol crescer. talvez nunca tenha existido, este meu lado, pois ele nunca sabe de si... talvez por isso todos os dias acorda pronto para morrer. pronto para se deitar do outro lado.

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o meu
lado esquerdo
é o que eu mais sou e aquele que mais quero dar.
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domingo, 24 de dezembro de 2006

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Ryuichi Sakamoto - Merry Christmas Mr. Lawrence

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