quinta-feira, 30 de novembro de 2006

"taras e manias"




sempre que inicio um livro, leio as primeiras vinte sete páginas, seguidas das últimas oito linhas do fim… que leio duas vezes.


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e se a vida fosse como livros abertos?




feito para um conceito

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as palavras dela faço minhas

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"ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão"

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quarta-feira, 29 de novembro de 2006

quase "todo sobre mi madre"

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Pôs-me no mundo com a idade que tenho hoje. Hoje faz o dobro da minha idade. Diz que nasceu para ser rica, eu cá acho que ela é uma rica pessoa. Chora por tudo e por nada, tem um coração de manteiga escondido numa máscara de seriedade. Adora flores, velas, perfumes e cada dia que passa está mais apaixonada pelo meu pai. Com o meu pai aprendi a amar a música, com a minha mãe as palavras. Ouve música somente pela companhia, mas há pouco tempo descobri-lhe uma paixão que partilho com "ella", esta…

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Ella Fitzgerald -This girl`s in love with you

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menina pirlim pim pim



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Esta miúda adivinha-me a alma!

Desperta a palhaça que vive em mim e nos dias sombrios enche-me de cházinhos, de bilhetinhos brilhantes, bolinhas de sabão e coraçõezinhos de chocolate. Ajuda-me a afastar os fantasmas e se pudesse levava-me a "ouver" o Stuart Staples. Com sorrisos de morango adormece-me com a promessa que vai cuidar de mim até ao dia do Boatmen`s Call.

Eu amo esta miúda!

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de pequenino se torce o pepino



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Logo no início da gravidez, o feto consegue perceber as vibrações sonoras e por volta das 20 semanas de gestação consegue sentir, ver, ouvir e inclusivamente aprender. Quando nasce, o bebé conhece perfeitamente a voz materna e todos os sons que o acompanharam quando ainda in útero. Estes produzem nele um efeito de confiança e bem-estar que o acompanharão para o resto da vida. As crianças que crescem com a música bem presente no seu quotidiano, têm pontes afectivas com os progenitores mais fortes, são mais seguras, independentes e com maior capacidade de desenvolvimento biopsicosocial. Quero acreditar que por isso, a Baby Rock Records promete livrar o mundo das caixinhas de música assustadoras e enfadonhas. Foram lançados em versões instrumentais para bebés e crianças os singles dos Radiohead, The Cure, Pixies, Björk, The Smashing Pumpkins, Pink Floyd, Led Zepplin, Beatles, Beach Boys, Nirvana, Tool, Metallica, Queens of the Stone Age, Coldplay, No Doubt e Eagles.

Gostos não se discutem, até porque, a ouvir coisas assim teremos gerações vindouras bastante ecléticas e sobretudo com bom ouvido. Estão dissipadas as incertezas do que o meu rebento, vai ouvir, mesmo que seja somente um projecto em forma de duas riscas cor-de-rosa de teste de supermercado. Não quero deixar passar ao lado a hipótese de gerar um pequeno génio. E quero lá saber se tudo isto soa a teorias do Pavlov ou mesmo do Behaviorismo, porque a verdade seja dita, se em pequena estes discos existissem na minha vida, a esta altura, já tinha ultrapassado metade das minhas crises existencias. Apesar de ser muito estranho ouvir a Karma Police ou a Subterranean Homesick Alien com sininhos e xilofone, até eu sou capaz de adormecer embalada por isto.

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terça-feira, 28 de novembro de 2006

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I fell in love with you
Now you're my one, only one
'Cause all my life I've been so blue
But in that moment you fulfilled me

Now I'll tell all my friends
I fell in love with a dead boy
Now I'll tell my family
I wish you could have met him

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Antony and the Johnsons - I fell in love with a dead boy

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hoje acordei e voltei a não saber de mim...

dóis-me, como todos os segundos de abandono que se vêm esmagar contra o meu peito. estilhaças o lado mais cândido que a doçura pode ter e inaugura a vida de apelidos, de ombros dissolvidos em brandos costumes. cá estou eu, mais uma vez, a colher a vida na ponta dos dedos, a achar a cura dúbia nas coisas sem graça. hei de revolver as pedras até ao horizonte, mesmo que o fastio me queime a boca e me salgue a pele. quero dormir. quero o automatismo de cerrar os olhos e não me contorcer neste lacre. quero esticar-me sobre um céu nácar, o mais que o meu corpo me permita e que me cubram de tanta terra, até eu ser terra. quero dormir e desbridar de mim o pensamento. quero ser despojada para acordar encerrada na veemência de uma plenitude. quero ouvir na noite quem como eu deseja tanto o nada que é tudo.

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Man Ray - Hand on lips

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segunda-feira, 27 de novembro de 2006

ufa! ufa!

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365 dias

de uma

tarte agridoce



cozinhar mais um ano...







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por motivos de força maior

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o nº é o mesmo! .
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sim! só para chatear eu tinha de meter aqui os bloc party outra vez...
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(in)digestão

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