domingo, 20 de agosto de 2006

photo"rock" part II

Temos muito a aprender com o Coura...
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Uma pessoa tem de lutar pela vida...

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Nem o healing power of patada escapou à chuva

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Inacreditável!!! Mais um coração partido...

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photo"rock"

homem prevenido vale por três...
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Kele é sem dúvida muito mais giro ao vivo e a cores!
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Eles chegam a todo o lado...

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A pedido de muitas familias...

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As mais escabrosas ficam guardadas no cofre!

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sábado, 19 de agosto de 2006

ir ao "rock" é prá vida

Abracei um festival life style bem burguês, mas que valeu ouro na hora de dormir em cima de um colchão sem água ao lado e de tomar banho de água quente, apesar das 30 fotografias de família que recheavam o quarto e do altar ao Papa João Paulo II, à Nª Sra. de Fátima e terço pendurado na cama.
Sangue, lágrimas e suor foi literalmente a minha passagem por Paredes de Coura. Eu sangrei, eu chorei e transpirei de uma forma poderosa. Foi a minha primeira vez no “rock” e, como primeira vez, apesar de ter sido custoso, foi bem gostoso.
Os Warren Suicide logo na primeira noite estiveram em força ou então fui eu que já não sabia muito bem o que andava a dizer e ouvir.
Foi bonito ver os Broken Social Scene com uma estrela cadente ao mesmo tempo que "Park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me" e não é dificil advinhar o desejo que pedi. Eles são mais que as mães! Na minha opinião deram um excelente concerto. Não esperava destes doze amigos algo como a tão falada catarse dos Arcade Fire o ano passado (como o JN tanto queria), ou seja corresponderam na perfeição às minhas expectativas. Lá porque eles são todos canadianos, não vamos confundir as coisas e juntar tudo no mesmo saco. E não me venham dizer que eles quase, quase, podem chegar aos Sigur Rós, porque isso seria a mesma coisa que comparar um gato a um cão. Os meninos tocaram e tocaram muito bem. Fiquei muito satisfeita por terem trazido até nós o You Forget it People. Quanto a mim o melhor conseguido dos três álbuns. Depois veio a Cinderela, também conhecida como Morrissey. Fez o seu show off tal como seria de esperar e fê-lo muito bem. Mas esqueceu-se que apesar de ainda poder fazer o que lhe dá na real gana - porque afinal de contas, ele é o Sr. Morrissey - está velho e as três músicas e meia dos Smiths com que nos presenteou, a nós comuns mortais, jamais voltarão a soar como à vinte anos atrás. Apesar de ele ter perdoado Jesus em You are the Quarry, Jesus não perdoou o Morrissey e por isso mandou a chuva. Ele bem trocou três vezes de camisa, mas temo que nunca mais haverá um Paredes de Coura seco enquanto ele não voltar ao palco para acabar de cantar a Panic. Nada chateou o Morrissey… Foi a palhaçada dele! E nem nós nos podemos chatear com ele, porque estamos a falar de uma criaturinha que continua atormentada e triste. No fundo só precisa de amor e carinho. E se nós queríamos espectáculo ele deu-nos.
Não vi os Fischerspooner, para grande desgosto pessoal. Há quem fale em confetis em palco e roupas douradas, mas ouvi sentada debaixo de uma árvore à espera que a chuva parasse a Emerge e dei-me por satisfeita. Feitas as contas só o primeiro álbum é que merece realmente destaque.
A chuva não parou com o romper do novo dia. Os Gang of Four ainda estão para as curvas e até parecem uma banda recente. Não fossem os mais novos Rádio 4, The Raptures, Franz Ferdinand e Bloc Party tudo criançada influenciada pelo pós-punk destes amigos. O momento zen chegou quando o microondas marcou o ritmo da Damaged Goods. Quanto aos Yeah Yeah Yeahs é caso para perguntar de onde saiu esta miúda. Karen é poderosa e deixa marcas! Tudo bem! Já não tem o efeito surpresa em muitos, não ajudou um palrador ao meu ouvido durante o concerto e umas poucas cotoveladas, mas lá estava tudo pronto para cantar "Well sometimes I think that I’m bigger than the sound” ou “Wait they don't love you like i love you”. E agora para o claque feminina: Onde é que ela comprou aqueles collants roxos fabulosos? É que nos também queremos.
O melhor da festa? Sem dúvida Bloc Party! Ainda tive medo de estar a opinar influenciada sob o facto que o Kele cantou “Like drinking poison, like eating glass / It's so cold in this house” ou "Are you hoping for a miracle?” ou "Cos I'm on fire / Cos you know I'm on fire when you come” ou todas as outras, mesmo aqui à nossa frente. E se não morri esmagada naquele dia tenho a agradecer à Cat e ao João, porque por momentos, não sei se da emoção, se da falta de ar eu pensei que me ia ali mesmo. Eu não tenho idade nem paciência para tamanhas manifestações de satisfação e apreço, onde a minha coluna vertebral pode ser danificada a qualquer momento. Sim! Os miúdos estiveram muito bem, foram fantásticos e para gáudio de todos anunciaram que para breve há mais do mesmo em formato disco.
Lamentavelmente os cientistas (We are scientists) não contaram com o meu apoio, o cansaço antes deu-me para andar a pedir dinheiro e para tirarmos fotografias com estranhos. Daquelas coisas que só nos dão nestas ocasiões. Só mais tarde é que fomos ver os Pânico. Que cambada de chilenos drogados, divertidos, com um sotaque galhofeiro aquela malta é! Ele entra (Eddie Pistolas) e grita "Oh baby, do you wanna lick me?" e depois o Dj Gatinho… Perdon! Me gusta Kitten pêro me doem las patitas! Nos marchamos…
Se a chuva tinha mais ou menos dado tréguas no segundo dia, no último foi mesmo para acabar com quem queria ver os !!! a cantar “like I give a fuck” e a nomear o casal mais giro da assistência, que se tratava de uma espanhola parvalhona que também levou bem a resposta do Nic. Eles não param e prometem tornar-se para Paredes de Coura naquilo que o Quim Barreiros é para a queima. Os The Cramps… são os The Cramps e o Lux Interior além de parecer o António Calvário, deu um bom espectáculo, mais que não seja pelo vinho bebido, cuspido, entornado, pelos microfones que destruiu e pelas vezes que lambeu os pés da Poison Ivy. Não são portanto contas do meu rosário.
Se me perguntassem “vamos ver Bauhaus?” o mais provável era responder: Não! Mas tenho que dar a mão à palmatória e admitir que gostei bastante de ver o senhor Peter Murphy e seus compinchas. Foi do melhor ouvir She`s in parties, Transmisson dos Joy Division e acabar com Bela Lugosi`s death. Não fiquei fã, mas fiquei rendida. De Paredes de Coura além de fã, fiquei apaixonada.

ohhh! so please "pardon my freedom"


Oh my God, did I just say that aloud?
Should've known this was the kinda place
That that sort of thing just wasn't allowed
Should've known by the color of the drapes
(Oh, my bad, venetian blinds)
What the hell was I thinking saying exactly what's on my mind?
But I won't deny I gotta dirty mouth
My mother tried, my father tried, my teachers tried
But they couldn't wash it out
And look at me now up here running my mouth
I just open it up and see what comes running out

Like I give a fuck, like I give a shit, like I give a fuck about that shit
Like I give a fuck about that motherfucking shit


!!! - Pardon my freedom
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sexta-feira, 18 de agosto de 2006

ficou ali...


Achei-me perdida a ver a chuva cair através do histerismo das luzes... Não importava o frio, a fome, os pés doridos, o som gritante, os lábios secos.
Naquele espaço ficou um bocado de mim que a chuva levou e enterrou na lama
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segunda-feira, 14 de agosto de 2006

post it


Fui ver o Morrissey, mas não demoro
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Besos Ana
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«Lagos lição de lucidez e liso
Onde estar vivo se torna mais completo
- Como pode meu ser ser distraído
Da sua luz de prumo e de projecto?»



Sophia de Mello Breyner - Lagos II
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sábado, 12 de agosto de 2006

on your marks...


Departure
8600 Lagos
Destination
4940 Paredes de Coura

Só um amor assim me leva de lés a lés...
e mais tarde além fronteiras
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sexta-feira, 11 de agosto de 2006

beijinhos da cidade dourada


"Olá menina. Estou em Praga. Isto é lindo [...] beijinhos tia"
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Incrivel como uma sms me consegue pôr a chorar como uma criança!
O plano original não era este, mas a vida dá voltas e se assim não fosse, acredito que jamais seria cumprido. Foi sozinha e sabe bem chorar porque se está muito feliz por alguém...
Fomos ao limite... Negligenciamo-nos, acredito agora, prepositadamente. Tenho falhado redondamente em tudo e não se pode segredar... Aqui ninguém chora, ninguém é fraco, ninguém falha! Disto vive o fantasma que assombra o nosso sangue. Um dia gritei-lhes "Não vêem que vamos todas morrer loucas! Não há salvação para nós". Foi no dia em que deixámos de ser fortes, decididas, inquebráveis. Ás vezes brincava "somos intrincados como os Buendía do Garcia Marquez". E ás vezes parece realmente que estamos aqui apenas para cumprir cem anos de solidão.
Já não sei em que acreditar... Esperei tanto por este dia que parece que não aconteceu!
O tempo urge e vai acabar por se fundir num dia eterno, sem retorno, hermético. Há dias em que o consigo visitar e regresso porque há sempre quem tenha fé por mim, por nós... Ou há sempre dias em que acordo com uma réstia de esperança.
Hoje acordei a chorar em segredo e estou feliz por não me arrepender de um dia ter abandonado tudo. Porque hoje, só hoje tive a confirmação que nada foi em vão.
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Hoje vou finalmente responder-lhe.

Parabéns! Já não precisas mais de mim, nem do passado. Estás de volta!

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Now Im not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes
(...)

Depeche Mode - Try walking in my shoes