domingo, 30 de julho de 2006

home sweet home


Foi uma viagem do inferno! Bem já tive delas piores... Mas cá cheguei sã e salva num tempo recorde de cinco horas de comboio, sem livros, sem música, sem nada... Sorte a minha que apanhei o Alfa e me pude maravilhar com um programa do estilo "vá para fora cá dentro" divertido e galhofeiro apresentado pela Isabel Angelino e pelo senhor Iládio Climaco. Depois veio o especial Tony Carreira e mais dois "Na roça com os Tachos", uma barrigada de televisão!
A alegria era tanta que só faltou me receberem com a banda filarmónica e chapéuzinhos. Em longos dez minutos ficamos a saber das novidades todas do concelho.
Ao jantar independentemente do que seja, tenho sempre de ouvir "lá em cima não há nada disto..." resultante, não de um regionalismo exacerbado, mas sim da constação óbvia que o rebento primogénito está fora de casa há muitos anos e merece ser chamado discretamente à atenção por isso. O meu irmão e eu estamos em francas melhorias relacionais (pode ser que regresse com bons produtos de ervanária algarvia e marroquina e mais alguma coisa...) e a minha "cunhada" continua loura e com o mesmo número de piercings. O Fábio continua agarrado ao baixo e confessou-me "Ana... tens razão naquilo do Jimi Hendrix". Fiquei na mesma! Lá fui orgulhosamente ver a minha irmã nas funções de capitã de equipa, outrora minhas, receber o trofeu de segundo lugar, melhor jogadora e de melhor marcadora de mais um Costa de Oiro. E é delicioso constatar que a minha mini será muito melhor que eu. Ah! O Simão... Continua a ser o cão mais famoso de Lagos. Todos os anos continuam a aparecer estrangeiros à procura do cão "das bolas que descasca amendoins". Sim cá em casa todos nós temos uma proeza circense...
Numa aparição forçada e fugaz na vigésima edição, desse grande certame que é a Artedoce, pude encontrar duas tias, cinco vizinhas, fugi de uma prima em terceiro grau, a professora da primária, o presidente da junta e do Paulo de Carvalho. Fiquei desolada quando o meu pai me arrastou dizendo entre dentes "Sai dai, esse gajo tá velho e gordo... Não gosto desse tipo de música... A tua mãe está há horas na conversa... Sai dai para ela se vir embora, senão eu não vejo a segunda parte do Sporting". Foi então que percebi... Ás vezes é mesmo bom estar em casa.

sábado, 29 de julho de 2006

love letter #3

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher
Come on baby, light my fire


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love letter #2

Escrevi uma singela quadra para ti. De certo o teu bom gosto refinado e o teu snobismo intelectualóide saído na farinha amparo não apreciarão, mas foi feito com amor. Está fraquita eu sei, mas prometo fazer melhor. Talvez um poema só para o meu amor...
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Gritantes são focinhos macacóides
de hirsutismo exacerbado.
Canas rachas vomitam ao vento:

Sou tão do bem… Sou tão do bem!

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sexta-feira, 28 de julho de 2006

o regresso do filho pródigo...


"Dentro de momentos vai dar entrada na linha 2 o comboio de serviço rápido intercidades com destino a Faro. Faz paragem em Entrecampos, Pargal, Pinhal Novo, Setubal, Grandola, Funcheira, Messines e Tunes (...) tem ao dispôr serviço de bar e cafetaria (...) Os passageiros com destino a Lagos terão ao seu dispôr à chegada a Tunes na linha 1 o comboio regional que faz paragem em Algoz, Alcantarilha, Poço Barreto, Silves, Estombar, Ferragudo, Portimão, Mexilhoeira Grande, Meia Praia e Lagos. A CP deseja-lhe uma boa viagem..."
Mamã, papá estou a chegar!

Ohhhhhhh !

em fevereiro foi assim...
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Aparentemente há pessoas mais desorientadas que nós, que só ontem é que se aperceberam que NENHUMA alma ia ver HOJE os Depeche Mode...

Felizmente o melhor amigo do homem (fnac) deu o dinheirinho de volta quando tudo já cheirava a barretada! Porque na One parece que ninguém se entende ou simplesmente não atendem telemóveis.

Ninguém sabe do dinheiro correspondente a 75% da lotação do estádio de Alvalade (sim! o concerto não foi cancelado por falta de público! Querem enganar quem?). Se hoje não vamos "confratenizar" com o Dave, que tivesse sido por um motivo realmente válido… Primeiro não havia público suficiente, agora dizem que não pagaram aos fornecedores…

É como diz a Cat, vou ter que viver com o "desgosto de ser o Martin Gore a cantar a Home para o resto da vida" e agora também com o facto que não vi o Dave porque alguém não pagou aos fornecedores, é gozar com uma gaja! Antes tivessem fugido todos pró Caribe!Na minha cabecinha doentia continuo a acreditar que não pagaram aos fornecedores, porque alguém realmente se pôs ao fresco e agora está a comer lagostas com 1,5kg e batatas fritas a 300 escudos num qualquer paraíso fiscal, estilo as Cayman. Assim a coisa não revelava tanta falta de profissionalismo e parece mais portuguesa...

E nós que já tinhamos as t-shirts "Dave faz-me um filho" prontas! Ai que desgosto!

quinta-feira, 27 de julho de 2006

catch me if you can...

De: One Portugal
Enviado: quinta-feira, 27 de Julho de 2006 10:16:21
Para: "'Ana Goncalves'"
Assunto: RE: concerto depeche mode

Caixa de Entrada


Cara senhora,

Deverá deslocar-se ao local de compra para obter o reembolso dos bilhetes.

Muito obrigado
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Aguarde pelas cenas dos próximos capitulos...

quarta-feira, 26 de julho de 2006

coisas de miúdos



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As cores histéricas, o atentado auditivo, o pó, algodão doce, as latas, as caras nauseadas e as nódoas negras depois dos car(r)inhos de choque. Só faltou mesmo o balanito da praxe!
Há mais de dez anos que não ia à feira! Mas parecia que a última vez tinha sido ontem... Apenas mudou a minha capacidade de tolerância...
"Oh senhor tire-me daqui, pare esta coisa, eu não quero morrer jovem"
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terça-feira, 25 de julho de 2006

We are special

O meu gajo favorito escondia maços de tabaco na mochila para eu não descobrir. Ele tinha sempre o exercícios de química certos, eu os melhores relatórios de biologia. Faziamos promessas idiotas, gritávamos amo-te e riamos à gargalhada. Jantávamos tardiamente no chão e víamos filmes acompanhados de gelado. Mandava-me cartas e discos nos meus tristes tempos, alheada do mundo moderno, quando vivia no meio do oceano, entre hortenses e vulcões. Encontrávamo-nos em comboios em busca do Porto e do outro membro da tríade sagrada. Somos poucos, mas somos muito, muito bons!
Costumamo-nos perder entre jarros de kamikaze de morango, mojitos e acabamos a questionar, porque somos os únicos dos tempos do secundário que acham uma idiotice casar, amar a santa terra acima de tudo e como é que a Last kiss dos Pearl Jam continua a levar ao rubro as enchentes infanto-juvenis do Lions. Pior! Como é que ao fim destes anos todos ainda a passam? Por isso sempre gostei mais do Mullens. Aquele aspecto duvidoso, as pipas, os Pogues, a guiness da Joana, dançar em cima das mesas e bancos e somos todos estranhos amigos.
Nunca papamos bifes, logo não somos típicos Lacobrigenses! Mas já todos fomos à praia da Batata comer alguém. Não negamos as tradições!
Em Agosto, lá rumamos à cidade branca em busca do sol, das estrelas cadentes e dos banhos às cinco da manhã em praias perdidas.
Pouco nos encontramos ao longo do ano. Um telefonema de feliz ano novo, um olá! Parabéns! E umas poucas conversas no messenger.
O que eu mais adoro nele… Sabe sempre o que me dizer e conhece-me como poucos… “Estás com problemas porquê? Sempre foste uma bela e grande puta…”
Este será o nosso último verão... vai trocar-me por Glasgow, mas não importa. Eu troco o verão algarvio pela Escócia.
Está a chegar o nosso mês! E tenho tantas saudades tuas…
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e já falta tão pouco...

nice girls

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Perdidas, desapaixonadas, acomodadas, reinventam-se. São sós, tristes, patéticas, só mostram o que lhes interessa e mentem. Não têm nada e desesperadamente descobrem que não andam à procura da nada. As boas raparigas, nem sempre foram boas... não são sempre boas... As boas raparigas são na realidade...
E agora?
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