terça-feira, 4 de julho de 2006

730 dias


de irmãos, pai e mãe, tios e avó, amigos, amigas, namorados, ex-namorados, gatos e cães, macacos também, livros e discos, músicas e filmes, desgostos, alegrias, palhaçada, sorrisos, bebedeiras, flores, bolas de sabão, pastilhas elásticas, gelados, confissões e segredos, corações partidos, festas e exames, poemas, trabalhos e estágios, aniversários e perdas, teatro, desorientação, insónias, concertos, ócio, exposições, copos de vinho, promessas, viagens, saudades, mágoas, incertezas, cafés, jornais, velas e incensos, picnics, praia e campo, de sonhos e desejos, de acordar e continuar a fazer-me a mesma pergunta...
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segunda-feira, 3 de julho de 2006

18.27


uma voz falsa e encantada... Um coração aberto

Tom Brosseau - What I Mean To Say Is Goodbye
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mais um momento feliz para a pequenada

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Gostaríamos de agradecer aos Deuses do Olimpo que, pela segunda vez na vida nos vão permitir - sem conhecidos por perto e momentos Kodak "para mais tarde recordar" - atitudes menos condicentes com a nossa postura habitual.

Neste dia não responderemos pelos nossos actos!

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Hoje acordei e não soube de mim

Um dia deixou de olhar. Sabia o medo do desamparo e da volatilidade da vida. Sentia o ciclo dilatar e fundir-se na pele, esquecendo a credulidade e a premência de calor. Desenhou círculos no ar e de tanto correr, encontrou-se perdida em nada. Viu passar por si o espectro do fracasso que dançava com o remorso. Prometeu lugares esquecidos e quis rasgar o papel da sua imagem. Carpiu a desilusão... Foi achada estrangulada.
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No meio de outros fujo, mas agora, só, sei o quanto me pode vir a doer aquilo que muda com a mesma facilidade com que muda o dia. É cruel saber que nos prendemos a tão poucos e que nenhuns se prendem a nós.
Já olhei este dia outras vezes e cada vez pesa mais esconder-me. Há coisas piores na vida, sei-o bem, mas ainda assim, não será por isso que me custa menos aceitar aquilo que afinal sempre soube…
Depois, novamente cinjo-me ao ciclo em que, não te reconheces em nada, que não pertences a nada e que por isso serás nada no meio de tudo.
É triste acredita... Quando sentes que já conheces o chão que acabas de pisar
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adiar o inadiável...


Que se acabe com a dilação dos doces sonhos.

Que se siga caminho apartado dos fantasmas.

Que cresça e tome forma…

Que a minha decisão seja como sempre...

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domingo, 2 de julho de 2006

silencio para novembro

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Nunca se sabe o dia de amanha!
Desanimada, como habitualmente, nestas tardes em que sou supliciada com banhos de leite e trocas de fraldas, até que me enviam uma mms que fez parar o meu “mundinho”. Dias depois de andar a trocar impressões sobre concertos obrigatórios, surge a notícia…
Keith Jarrett volta aos palcos portugueses, 25 anos depois da sua última actuação em Portugal, num concerto único no Centro Cultural de Belém, agendado para o dia 12 de Novembro. Apresentar-se-á acompanhado pelo seu trio habitual, composto pelo contrabaixista Gary Peacock e pelo baterista Jack DeJohnette.
Keith Jarrett já tinha actuado no Cascais Jazz, em 1971, num concerto histórico integrado na banda de Miles Davis. Em 1981 o pianista surge no Coliseu de Lisboa, em trio, numa actuação que interrompeu por causa do barulho que se fazia ouvir desde a plateia... Jarrett é de tal forma intolerante a barulhos estranhos, que já chegou a levar o público a tossir em conjunto para poder prosseguir com a sua actuação e foram inclusivamente distribuídos rebuçados para a tosse.
Eu já nem pergunto se vamos… Eu afirmo convictamente que este eu não posso realmente deixar passar... Esperemos que os preços ajudem
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e o povo rejubila mais uma vez!



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..........40 anos depois
"o caminho está aberto meu amigo"
Eusébio
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sábado, 1 de julho de 2006

maldade


As manas Sierra e Bianca Casady
vão estar dia 3 de Julho na Casa das Artes de Famalicão!
E ninguém dizia nada...
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a minha alma está num pranto
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01.23


Paper paper obsolete
How will you reach out to me
I thought you'd ask me not to leave
Lonely lonely that is me
Lonely lonely that is me
(lonely, lonely)

esta miúda é tão boa que até canta Bee Gees...
o disco nunca me soou tão bem!

Feist - Let it die

pick your favorite dave gahan



atreve-te agora a falar de tufos!

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