Bang bang, he shot me down, Bang bang, I hit the ground e mal seria se assim não fosse, traz uma para o caminho e não me deixes sozinha, não há nada de novo. Ando tão repetitiva que me sinto afogueada. Estava ali entretida, congeminava planos para dominar o mundo e só me sai os disparates do costume. Solta mais uma gargalhada, gosto de te ver rir e sorrir, sorrir e rir. Cada gesto teu é um desenho animado. O mais triste é que não me lembro de algum dia ela me ter abraçado, ou me ter dado um beijo de boa noite e isso assusta-me, relembra a cada dia que passa o quão horrível me posso tornar. Então ficamos assim? Até onde está disposta a ir e eu até onde estarei disposta a ir? Vem cá miúda... vamos brincar! Porque a minha neurose é lúcida. A paranóia = megalomania só funciona até onde nós deixarmos escorrer o seu veneno e onde os braços alcançam. Medo… Estás com medo? O teu delírio é a minha alucinação. "Corre Lola corre", não deixes o bicho papão te agarrar, ele vai endrominar-te e sugar cada sonho do teu sono. Insónia ou privação de sono? I have a lullabie and a kiss for you. Boa sorte! Estou aqui para ti. Esta insustentável leveza do ser que só me consegue enredar num filme mudo. Este marasmo e éramos todos loucos, nada fazia sentido ou fazia? Nada excepto esse amor... E é tão fácil quebrar-me, mete essas mãos no meu pescoço e aperta até que te peça ajuda, é tão fácil quebrar-me. Vivo amedrontada, pronto que se lixe… Sim! Sou uma cobarde e não sei lidar com o facto de que aquilo que a vida me mostra, não é o que eu desejo, ou é tudo mentira e na realidade todos nos escondemos por trás de uma mascara? Hipocrisia, feio muito feio… Baby steps? Como gosto de ser complacente e recalcada… Ah senhor Freud, senhor Freud! E há dias que me sinto bem na minha pele, e há dias que me apetece arranca-la com os dentes, tirar este cheiro a sândalo. E tu sabes como eu adoro sândalo. I`m on fire! And baby I`m like fire! Não tenho vontade de comer as flores que me mandaste, não tenho mesmo vontade nenhuma! E tu sabes como gosto de flores. Jogo sujo… não me vais encurralar, porque também sei brincar no teu recreio. E tu... Vês-me sorrir? Vês-me quieta? Vês-me fugir? Vês-me chorar? The time is now, a rainha faz todos os movimentos, e tu és peão? Quando era pequena vivia debaixo da minha cama, tinha lá tudo o que me fazia feliz, ninguém percebia, que ali só estava EU e o meu pai nunca me respondeu onde fica o universo. Onde fica o universo? Julga-me louca, não nego os meus genes... Ah! Porque tudo no mundo é culpa das hormonas! Putas! Nada… Estou farta de música com sabor a pastilha de morango, que me cai no goto como vinagre de cidra… Vá lá miúda é agora! É agora! Eu estou aqui para o que der e vier e mesmo que eu esteja junto ao abismo, não te vou deixar cair. Suave, se me deslocasse pela vida de uma forma doce e terna de certeza os dias não seriam púrpura e certamente não estaria marcada na minha cara a pedrada. E depois? Saberia dar valor ao grito? Foge pequena… Se gosto de beber cada partícula deste tempo que me concedem e jurar este desconcerto a uma existência menos brilhante. Outra vez esta treta? Esquece isso, carpideira fucshia! Não é triste este saudosismo? A tragédia é o teu palco… Ter saudades de cada fragmento que bombardeia a minha mente. Fragile… how fragile we are? Amanhã serei melhor, amanhã serei mais bela, mais sorridente, mais lúcida e mais happy, happy people… e é isso? E não me dêem tangas... está morta! Porque a oiço todas as noites junto à minha cama, a sussurar-me “minha menina”, não percebes que te pedi para não voltares, não suporto esta ideia de te ter abandonado, porque fui tão egoista e continuo a ser, porque não tenho coragem... para saltar. Por favor não me deixes cair. Aos meus mortos... Se me vês agora e percebes que sou tudo aquilo, que nunca concebeste… Lamento muito e sabe a ironia de pacote. Pede por mim, pede por nós ao teu Deus, se te faz feliz! Ébria, serei mais real? O Miguel e a Rita! Somos tão parecidos, demasiado... é assustador! Sangue e pele e lábios e cabelos e olhos e dedos. E ama-los tanto que dói… E amar tanto que prefiro… Acordei com vontade de brincar com o teu cabelo, de sentir o cheiro da tua pele e ouvir a tua voz… é magia, fico cega! Deixas-me estupidificada. Que venha o tempo de colher a fruta, porque nós merecemos… tudo isto e muito mais, porque nos abnegamos aos que dançam com os mortos e pretendem que o façamos também… estão mortos não vês? Não posso viver a tua desilusão e a tua dor é demasiado para mim, não vou atender, não me ligues, porque eu não vou atender… dá-me tempo, deixa-me aprender a lidar com tudo isto… E tu que de todos sempre foste o mais louco, o mais incoerente, o mais apaixonado, aquele que me ama mais, foste comprado pela perfeição das chamas ou deixaste-te arrastar na tacanhez desse jogo? E mira precioso, manhana nos marchamos temprano por la calle de Sevilla. Como te amo! Sim! Já percebi! Manhana sempre manhana… Estou tão orgulhosa, porque ao fim de vinte e três anos compreendi o que me dizes todas as noites, mesmo que não percebas tu… não tenhas medo, um dia… também não te vou deixar cair! E um dia nós marcharemos temprano. Cantarei no duche porque gosto… Senta-te aqui ao meu lado e sussurra-me… mata-me. E a metamorfose fica para depois e o meu perfume azul está no fim. Não faças isso, por favor... Yes I`m breaking! Não suportava mais, a minha cabeça iria rebentar a qualquer momento e a chuva… não é um fabuloso milagre da natureza? Não há qualquer coisa de mágico na chuva? Sensual? Até onde vamos brincar? Até onde vou soltar a minha linha? É karma? Pinta-me de preto, se fosse uma cor seria preto, porque absorve todo o espectro e assim seria tudo. E hoje finalmente é um bom domingo... não vou gritar, nem chorar, não vou fazer barulho. Só me apetece rir e fechar os olhos... Não há meninas doces! Hope some day... Bang bang, I shot you down, Bang bang, you hit the ground.
.