sexta-feira, 7 de março de 2008
#435851
diz que o seu nome era
ana...
lá pelas...
17:27
e reza a história que era assim:
"she is putting on a smile living in a glass house",
plat du jour,
tous les jours
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5 comentários:
é um bug? um vírus? um código de acesso à caixa directa online que te permite não mais usar uma das dezassete cadernetas? o teu número na lista mundial de estágios prestes a começar? o número de plaquetas num litro de sangue a um domingo de manhã? o número de músicas sobre jesus que tu [não] sabes? o número de pessoas que contraíram a sida por causa do fox? o número de lampreias no festival deste fim-de-semana? os concertos a que vais este ano? o número de letras no teu poema favorito de rimbaud? os d. rodrigos que já comeste na vida? o código do cofre onde está escondido o segredo da maddie? o número de quilómetros que te separam de uma missão em áfrica? o número de pessoas que eu, tu e todos os que nós conhecemos? o número de bolas de sabão que não te fizeram chorar?
bug é filme, que ainda não vi, mas estou para ver. tal como há muita coisa que me passa debaixo do nariz na lua e eu fico a sonhar com a pouca terra que me sobra debaixo dos pés.
vírus tem sido a minha vida, além do influenza, só o das vacas loucas “eu tenho orgulho, orgulho, orgulho em se uma vaca! vaca! vaca!”
podia era ser o número de cadernetas que eu tenho, depois do fatídico dia com o senhor gravata cor-de-rosa, que só passou a me tratar bem quando viu paizinho, qual cavaleiro motorizado parar o jipe à entrada do covil do lobo, quatro piscas e um murro no balcão. paizinho detesta a senhora burocracia, coisa que ninguém diria pelo o amontoado de papelada que tem, guarda, colecciona [está melhor desde que descobriu a internet! Todos os dias vai ao site da caixa geral de aposentações ver quanto tempo é que lhe falta para ir todos os dias para a praia e andar de calções e chinelos]. podia ser a extensão para o gabinete dele, do meu pai, quando não ouve o “só eu sei porque não fico em casa” ao gritos pela minha aflição, porque ele estar em casa, é como diz a música só ele sabe porque nunca está, e eu desconfio. mas também não é. podiam ser os nanosegundos que duram as nossas conversas telefónicas ou os minutos que a minha mãe me leva a contar sobre os rodapés dos armários novos que eu escolhi, mas não vi, tem ela toda a certeza do mundo. porque eu nunca faço nada daquilo que ela me pede, assim como já não tenho sapatinhos de verniz e lenços na cabeça, que certa vez fizeram um palhaço me escolher para ser palhaça. foi aí que todo o meu destino se traçou. era amarelo ou vermelho, o lenço; o nariz do palhaço era vermelho, tenho a certeza!
o meu número na lista mundial de estágios é o 4812, que ás vezes é zero ou "onde está a velhinho?"... velhinho é o meu nome de guerra para os lados dos huc. é mesmo o meu nome, mas podia ser o artístico, se eu realmente tivesse seguído com o circo. também podia ser velhinho de tão agastada que estou por me sentar à frente da senhora d. rosa maria. Rosa maria, não é nome de flor, é nome de anjo! conheço duas rosas marias. esta, que me salva dos meus calvários em ascensão [!!!] e outra que manda travessas de arroz doce e fritos de abóbora com pinhões no natal. tenho cá para comigo que ainda vai aparecer uma terceira e essa vai mudar a minha vida para sempre.
músicas do jesus, só sei aquele que põe a mão na mão do senhor dele e parecidas com essas, também sei aquela da nossa senhora me dê a mão do senhor eu tenho dois amores. podia ser o meu numero de amores, mas ainda não amo tanta gente. volto a frisar eu fui criada na heresia! [parece que estou a ouvir a minha avó a dizer: não digas isso, minha menina!] vá..., fui mais ou menos criada na heresia!
só o fox pode responder a isso, eu já fiz há muito tempo a cadeira de epidemiologia, mas não epidemiologo nada. só o número de minizinhas “tão bonitinhas e fofinhas” que são precisas para eu me começar a rir, com tudo e por nada. lampreias só de ovos, digo eu que se bem me lembro nunca comi lampreia. mas garante-me, mais uma vez, o meu rico paizinho, que é um pitéu de bradar aos céus. convém lembrar que estamos a falar da pessoa que gosta de comer os olhos dos peixes grandes e conta emocionado como era a vida no tempo em que uma sardinha dava para quatro, mas lá está, é a mesma pessoa que chorou [que eu saiba] três vezes na vida, e uma delas foi no dia da inauguração do alvalade XXI.
acho que ainda não tenho um poema favorito do rimbaud, mas vou ter. a maddie é o quarto segredo de fátima, diz-me a minha intuição feminina de pouca fêmea e pouca minina. Não são os d. rodrigos que comi na minha vida, mas deve ser prai o número de calorias que tem cada um.
diriam o chico e o caetano "eu quero é correr mundo correr perigo eu quero é ir me embora eu quero dar o fora e"... de áfrica falamos um dia.
pode ser o número de pessoas que conhecemos se contarmos com o amigo da amiga da prima da vizinha casada com o tio do porteiro do prédio da neta da tia-avó do senhor da mercearia da rua da antiga casa da minha bisavó Lídia que não era aquela que se sentava com o pessoa à beira do rio.
podiam ser as bolas de sabão que me fizeram sorrir... mas não é.
:)
de quem é a imagem?
Slip into your skin and spend the night
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