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Em 2004 davam concertos para pouco mais de 100 pessoas. Em 2005 tinham, o que foi considerado, uns dos mais incríveis álbuns de rock de sempre. Começaram a arrastar multidões, foram apadrinhados pelo David Bowie. Em alguns dos seus concertos gostam de relembrar os Talking Heads com a ajuda do David Byrne e tristemente meteram-se com os U2 a tentar uma Love will tear us apart. Em 2006 esconderam-se numa igreja nos arredores de Montreal, para conseguir a acústica perfeita para o sucessor do Funeral. Eles só queriam escrever canções, tocar todos os instrumentos que conseguissem, incluindo o enorme órgão de tubos que estava na igreja para onde se mudaram. Pediram ajuda a membros dos Calexico, dos Wolf Parade e novamente do Owen Pallett, não tinham pressa… Não sabiam quando voltariam a ver "a luz do dia"… Viajaram para Budapeste para gravar com uma orquestra sinfónica e um coro militar. As expectativas sobre o novo disco não poderiam ser mais altas, há um burburinho em torno do regresso dos Arcade Fire. Eles dizem que o Neon Bible está repleto de erros punk rock e de subtilezas melódicas. Eu só oiço um disco brilhante, uma ou outra leve colagem aos seus heróis fetiche, mas não há sombra da síndrome de 2º disco. Estão mais sombrios, mas no melhor do seu estilo indie rock glory. Estou completamente convertida! O passeio pelas onze faixas é uma viagem ardilosa, são reviravoltas sagazes, é uma experiência agridoce! Que comece a evangelização!
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Arcade Fire - Neon Bible
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8 comentários:
do neon bible ainda so conheço umas 3/4 músicas. adoro-as. são a melhor banda desta geração. há mt tempo que n compro um cd, mas qnd sair este não há euros q me demovam.
eles são fabulosos! o disco é muito bom! ando doidinha a dançar e a cantar pela casa... os gatos estão a ficar assustados... e pensar que eu fui uma das tristes que ficou em casa a ver a "banda passar" na televisão. tristeza!!!
eles são tão bons, que conseguem fazer covers de tudo e mais alguma coisa... cá em coimbra não há nada disto...
http://www.youtube.com/watch?v=NqudnKyvC44
(uma das minhas músicas favoritas dos new order)
“e tristemente meteram-se com os U2”. Esta não te a perdoo-o. Como é possível fazeres uma afirmação destas em relação a uma banda com 30 anos de actividades musicais? Mais, será que os Arcade Fire terão uma importância musical assim tão grande (apenas 2 álbuns, que também gosto) para inferiorizares os U2. Olha caso não saibas, eles estão bastante agradecidos aos U2 por fazerem as primeiras partes de algumas cidades no Vertigo Tour. Até acredito que os U2 não possam mexer com algumas pessoas, mas até os críticos mais cépticos se renderam a eles. Se gostas assim tanto de música vê lá se emendas este post.
“tristemente meteram-se com os U2 a tentar uma Love will tear us apart”
ninguém está a denegrir a imagem dos U2! eu estou a dizer (e pelos vistos não da melhor forma, porque convenhamos que este post está muito mau) que tanto os arcade fire, como os u2, foram tristes na versão que “tentaram” fazer da love will tear us apart (logo aqui não há uma tentativa de hierarquizações). mas isto sou eu que acho! porque eu acredito que essa música (até que alguém me prove o contrário) jamais soaram tão bem como na voz do Ian Curtis, mas isso também pode ser embirração minha. sou uma rapariga muito votada a implicâncias (como poderás já ter-te apercebido). a verdade é que não deverias levar tão à letra a modesta opinião de alguém, que pelos vistos erroneamente, não tem a capacidade para avaliar a qualidade musical baseando-se no tempo de vida de uma banda. não é pelo facto de os Xutos e Pontapés existirem à mais anos que a minha pessoa, que eu tenho de considerar que provavelmente a voz do Comendador Tim não é monocordicamente irritante. mas também não há de ser por causa desse facto, que eu deixo de reconhecer o papel dos ditos cujos no rock português.
eu não tenho nada contra os U2. aliás confesso inclusivamente que até tenho a favor (se esquecermos ali meia dúzia de coisas, afinal de contas somos todos humanos e 30 anos é muito tempo) e não nego que alturas houve da minha curta existência em que a voz do senhor Bono alimentava as minhas aspirações e inspirações de pré-teenager, aliás, ainda hoje eu sou capaz de efectuar toda uma série de ciclos respiratórios ao som dos clássicos dos U2 e confesso ainda um desgosto pessoal de não ter tido a oportunidade de os ter visto ao vivo. gostaria ainda de frisar que muito tenho a agradecer aos U2 todas as ajudinhas preciosas que tem dado à “criançada” neste mundo agreste, que é a indústria musical. no entanto "caso não saibas" eles adoram deixar bem claro, que são os Talking Heads / David Byrne (talvez para desgosto de muita gente) e o David Bowie que têm um papel preponderante na sua existência.
a minha intenção jamais será deitar abaixo o trabalho dos outros, aliás porque se assim fosse este dito blog seria construído noutros moldes. quer-me parecer que tens demasiado em consideração as minhas opiniões. este blog não serve (e sou a primeira a reconhecer que jamais teria capacidade para isso) os mesmos propósitos, que o teu consegue de uma forma tão exemplar. no entanto reservo-me à minha capacidade de avaliação e de liberdade de expressão (assim como tu, aqui também o fizeste e fazes diariamente no teu). porque a máxima “gostos não se discutem” é na realidade e felizmente uma grande mentira.
mais uma vez, o mal entendido gerado pela minha parca habilidade escrita a criar atritos entre nós. não sejas tão extremista com uma miúda que não sabe nada da vida e muito menos de música. como diria o Morrissey “I am Human and I need to be loved Just like everybody else does”
Gostei dos teus argumentos. Outra coisa, não acho que escrevas mal e até gosto bastante de vir aqui ao teu cantinho. Agora também tens de compreender que ao afirmares "tristemente meteram-se com os U2", chocas qualquer fã de U2 como eu. Quanto aos Xutos estamos os 2 completamente de acordo.
eu acho que poderia escrever muito melhor, sobretudo se não desse pontapés na gramática e na ortografia (por exemplo a conjugação do verbo haver sempre foi com H... eu é que por vezes tenho um problema de impulsividade). eu gosto bastante que cá venhas e gosto muito de visitar o teu. claro que compreendo que o que escrevi pode ter chocado, sobretudo se a ideia que eu quero transmitir não está bem explícita. mas sabes, eu também tenho uma grande pancada com os Radiohead e os Depeche Mode (não têm 30 anos, mas também têm muito que se lhe diga) e não é por causa disso que, não sou a primeira a admitir que a Creep não merece toda a idolatria de que é alvo, bem como não consigo conceber muita coisa ao Martin Gore, por exemplo o que raio foi a fase do People are People? mas compreendo que ela tenha de ter existido para ele ter chegado ao Violator (Enjoy the Silence, Personal Jesus…) acho que sempre fui uma fã não fanática! (e por favor não assumas isto como uma critica). quem fala em Depeche Mode e Radiohead também poderia falar de gente como o Nick Cave ou do David Bowie (tudo malta com muito mais de dois discos).
mal seria se não estivéssemos de acordo nos Xutos :P
é preciso lembrar que quando os U2 começaram eram a maior banda indie do mundo para muita gente, o "Boy" e o "War" são geniais .... os arcade fire são bons mas quanto a mim este segundo album é mais "Fácil", ainda viram uns coldplay :D
mas no inicio tem todos muita piada... e são todos muito "de fora". depois, realmente, viram uns coldplay!!!
mas enquanto isso não acontece "vira essa boca para lá". não sei se será mais fácil... eles é que já entram mais facilmente. é como os filhos mais velhos, são eles quem "abrem as portas".
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