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em todas as moradas do vento tenho palavras escondidas. rubras. atropelam sem hora para nascer. redondas. acordam para o céu, que será pequeno demais para as levar. leves. borbulham sob a língua e vêm morrer nos lábios. doces.
nunca as conheci assim… nunca tanto as temi…


5 comentários:
Pensamos que te perdiamos. Eu sempre soube que as matavas em ti! Porque esperas, de que tens medo... além dos habituais?
Voltas depressa?
beijinhos ao sul
és a mais triste das meninas... não gosto de ti
vontade não me falta… desaparecer no ar e apenas restar de mim os óculos em cima da cama… era bonito! Se eu tivesse lido os livros ou visto os filmes quase diria que tem qualquer coisa de Harry Potter.
claro que as mato. porque ouvidas ou escritas tornam-se num bocado de nós que nos deixou. é a materialização, é a tomada de consciência na sua forma mais dura. um bocado de nós que já não nos pertencem e vive para todos… e cada um pode fazer de “mim” o que quiser, pode ler-me como bem entender e isso é assustador. salva-me o facto de que nem todos conseguem atravessar a porta… é terrível imaginar que alguém conhece os nossos corredores, as nossas paredes, têm a chave… porque a qualquer momento é capaz de nos desarmar… para o bem ou para o mal. acho, não sei, confunde-me... não sei...
tenho medo dos confrontos, das impossibilidades, do imaginário, de mim…
volto muito em breve e regresso brevemente.
és o mais tolo dos idiotas… gosto de ti!
beijinhos que voam para sul num pranto sussurrado (se for possível)
p.s. o teu presente é (como tu dirias num lacobrigense cerradinho) “um pratinho” “ té sáb a chôque” :P
Confias no incerto amanhã?
Entregas às sombras do acaso a resposta inadiável?
Aceitas que a diurna inquietação da alma substitua o riso claro de um corpo que te exige o prazer?
Fogem-te, por entre os dedos, os instantes; e nos lábios dessa que amaste morre um fim de frase, deixando a dúvida definitiva.
Um nome inútil persegue a tua memória, para que o roubes ao sono dos sentidos.
Porém, nenhum rosto lhe dá a forma que desejarias; e abraças a própria figura do vazio.
Então, por que esperas para sair ao encontro da vida, do sopro quente da primavera, das margens visíveis do humano?
"Não", dizes, "nada me obrigará à renúncia de mim próprio - nem esse olhar que me oferece o leito profundo da sua imagem!"
Louco, ignora que o destino, por vezes, se confunde com a brevidade do verso.
de Nuno Júdice
Desejo o melhor para ti. Vejo a felicidade caminhar junto a ti, mas não te vejo a olha-la e compreender as palavras que te diz. O amor já te conhece, não te percas em atalhos, não confudas a sua confusão, deixa a estranheza e a surpresa tomar conta de ti. As tuas feridas pedem cura e o teu botão clama a primavera. Floresce e resplandecerás aos olhos de todos. Deixa-te ler, não tenhas medo, pois assim entranharás no coração.
Sem sonhares trouxeste-me a felicidade. Desejo o melhor para ti porque ninguém o merece tanto quanto tu.
Meu caro(a) anónimo, são sem dúvida muito bonitas as palavras do meu conterrâneo Nuno Júdice, no entanto não compreendo porque as diriges a mim. Quanto à sua validade, fico-me por um comentário ausente. aceito embevecida os teus votos e as tuas palavras tão simpáticas. Fico muito contente ao saber que te “trouxe a felicidade”… Apesar de não compreender como, mas nem tudo é susceptível da minha compreensão. Continuo a achar que vês mais que eu… Caso contrário tenho de marcar uma consulta no meu oftalmologista (talvez o astigmatismo esteja a piorar!). Palavras curiosas, as tuas… No entanto não as posso levar tão em consideração como gostaria, pois fontes omissas não podem ser consideradas credíveis. As minhas sinceras desculpas, estou certa que compreenderás…
Júdice é para ti! A felicidade que me trouxeste, encontrei há algum tempo, aqui, numas palavras tuas que me fizeram ver exactamente aquilo que diz este texto. A vida não espera por nós, os castelos não se constroem no ar e alguns nomes por muito úteis que nos soem ao ouvido apenas servirão para nos magoar e da dor saber construir um local ameno para alguém cheio de imperfeições, que ama-mos, que nos abraça, que nos faz rir, que nos ouve. Mas é o que eu vejo... Eu tenho a minha imperfeição quentinha no peito, porque um dia me inspiraste. Não pretendo fazer o mesmo contigo, porque considero que é difícil operar milagres em ti, mas gostava de um dia passar por ti e de te ver sorrir. Nesse dia posso agradecer-te pessoalmente. Talvez faça julgamentos precipitados e incorrectos, mas é o que parece. Mas eu nada sei...
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