quarta-feira, 29 de novembro de 2006

de pequenino se torce o pepino



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Logo no início da gravidez, o feto consegue perceber as vibrações sonoras e por volta das 20 semanas de gestação consegue sentir, ver, ouvir e inclusivamente aprender. Quando nasce, o bebé conhece perfeitamente a voz materna e todos os sons que o acompanharam quando ainda in útero. Estes produzem nele um efeito de confiança e bem-estar que o acompanharão para o resto da vida. As crianças que crescem com a música bem presente no seu quotidiano, têm pontes afectivas com os progenitores mais fortes, são mais seguras, independentes e com maior capacidade de desenvolvimento biopsicosocial. Quero acreditar que por isso, a Baby Rock Records promete livrar o mundo das caixinhas de música assustadoras e enfadonhas. Foram lançados em versões instrumentais para bebés e crianças os singles dos Radiohead, The Cure, Pixies, Björk, The Smashing Pumpkins, Pink Floyd, Led Zepplin, Beatles, Beach Boys, Nirvana, Tool, Metallica, Queens of the Stone Age, Coldplay, No Doubt e Eagles.

Gostos não se discutem, até porque, a ouvir coisas assim teremos gerações vindouras bastante ecléticas e sobretudo com bom ouvido. Estão dissipadas as incertezas do que o meu rebento, vai ouvir, mesmo que seja somente um projecto em forma de duas riscas cor-de-rosa de teste de supermercado. Não quero deixar passar ao lado a hipótese de gerar um pequeno génio. E quero lá saber se tudo isto soa a teorias do Pavlov ou mesmo do Behaviorismo, porque a verdade seja dita, se em pequena estes discos existissem na minha vida, a esta altura, já tinha ultrapassado metade das minhas crises existencias. Apesar de ser muito estranho ouvir a Karma Police ou a Subterranean Homesick Alien com sininhos e xilofone, até eu sou capaz de adormecer embalada por isto.

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4 comentários:

curse of millhaven disse...

quero todos!!!

Ana disse...

ahhh... todos, todos, nem por isso, mas já arranjei o dos radiohead e é muito giro. acho que lhe vou dar, bom uso no estágio de pediatria (se me deixarem), uma vez que lá em casa é só gente crescida e parece que a próxima a fazer florescer o clã sou eu... ora para isso ainda falta uns anitos. para quem tem gente piquenina a quem presentear acho que seria um bombom de natal delicioso.

spiv disse...

A Brody Dalle e o Josh Homme fizeram um filho inspirados pelo Way Huge Aqua Puss Analog Delay.
O Nick Olivieri costumava tocar kazoo para um amplificador de guitarra durante uma versão do «Never Say Never» dos Romeo Void.

Ana disse...

tenho medo dos que fizerem um filho inspirados pela obra do eurico cebolo.