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Sítios escuros, não são ruas anónimas, nem praças desertas. Não são portas abertas e consolos colhidos. Tão pouco serão bocas ébrias ou misérias consumadas. São recantos vivos em olhos cheios, estrelas (de)candentes em gargantas lassas, corações obstinados cheios de tudo e repletos de nada. Sítios escuros, moram em lágrimas brandas. São canções desesperadas, poema inacabado.
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quarta-feira, 8 de novembro de 2006
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3 comentários:
Esses sítios escuros moram dentro de nós. De ti. De mim. Se eles não existissem conseguias tu ainda respirar? Eu à muito que tinha afundado, o mais traiçoeiro é manter o corpo à tona da água.
Não... Para mim não é assim... É ao contrário, eu é que moro dentro de sítios escuros. Bem escuros para ninguém me ver, de tal forma escuros que muitas vezes nem eu me consigo ver. Mas cá dentro eu sei bem o que habita. Eu vejo, mexo, limpo, arrumo, brinco e guardo... E o que habita em mim é me de tal forma claro, que moro no escuro... Para ninguém me ver
mas essa é outra conversa que fica para depois :) e o propósito não era esse... era confirmar que eu ontem realmente acabei a noite num sítio escuro como tinhas previsto.
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