O domingo era uma coisa pequena.
Uma coisa tão pequena
que cabia inteirinha nos teus olhos.
Nas tuas mãos
estavam os montes e os rios
e as nuvens.
Mas as rosas,
as rosas estavam na tua boca.
Hoje os montes e os rios
e as nuvens
não vêm nas tuas mãos.
(Se ao menos elas viessem
sem montes e sem nuvens
e sem rios ...)
Uma coisa tão pequena
que cabia inteirinha nos teus olhos.
Nas tuas mãos
estavam os montes e os rios
e as nuvens.
Mas as rosas,
as rosas estavam na tua boca.
Hoje os montes e os rios
e as nuvens
não vêm nas tuas mãos.
(Se ao menos elas viessem
sem montes e sem nuvens
e sem rios ...)
O domingo está apenas nos meus olhos
e é grande.
Os montes estão distantes e ocultam
os rios e as nuvens
e as rosas.
Os montes estão distantes e ocultam
os rios e as nuvens
e as rosas.
.....Eugénio de Andrade
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2 comentários:
Menina eu conheço esse olho, não me mintas. Podes mentir-me em tudo menos nisto.
Quantas vezes os encontrei repousados no mar e nas estrelas? Quantas vezes os vi brilhar e quantas os vi chorar?
Estou a gostar mais de te "ver", corres ligeiramente mais sincera por estes dias. Mas as mascaras continuam. Menina tonta!
Beijos ao sul
:)
Teu não é certamente, mas já te encontraste reflectido nele muitas vezes. :P
Contou-me o vento de um abraço apertadinho com sabor a canela e baunilha ali para os lado da Boa vista como quem vai para a Luz... Só um entrou no lago... Estarei louca? Que Idiota! Ainda queres falar em mascaras?
Beijos perdidos por sul
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