Ontem era dia de afazeres. Andei sob o sol tórrido entre ruas e ruelas, desde o Rossio da Trindade até ao cemitério velho. Em Agosto dos habituais quinze mil habitantes, passamos a quarenta e cinco mil e é díficil andar na rua. Chega a ser irritante de dois em dois metros pedir "com licença"e a esbarrar com barraquinhas onde se fazem tatuagens de henna, trançinhas, caricaturas e sabe-se lá mais o quê.
Passei no mercado, subi a ladeira dos burros, subi as muralhas, encontrei o tio Zé António, que não é tio de ninguém, mas é tio de todos. Comprei um livro para a minha irmã, flores para deixar à minha avó e água para ir levar à minha mãe. No meio de tudo isto perdi o dinheiro, que tinha acabado de levantar para ir comprar o bilhete para o Paredes de Coura... Lamentei-me à minha mãe que prontamente me animou com "és memo gazeada, na fazees nade du qué te digue, nem sonhes qué tu dou dinhere".
Hoje alguém foi deixar o dinheiro à loja da minha mãe. No meio de tanta confusão e há mais de oito anos a vir cá esporádicamente "nós ainda nos conhecemos".
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2 comentários:
Saudades .... dessa terra também :)
:)
há sempre um cafofinho...
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