Um dia deixou de olhar. Sabia o medo do desamparo e da volatilidade da vida. Sentia o ciclo dilatar e fundir-se na pele, esquecendo a credulidade e a premência de calor. Desenhou círculos no ar e de tanto correr, encontrou-se perdida em nada. Viu passar por si o espectro do fracasso que dançava com o remorso. Prometeu lugares esquecidos e quis rasgar o papel da sua imagem. Carpiu a desilusão... Foi achada estrangulada.
.
No meio de outros fujo, mas agora, só, sei o quanto me pode vir a doer aquilo que muda com a mesma facilidade com que muda o dia. É cruel saber que nos prendemos a tão poucos e que nenhuns se prendem a nós.
Já olhei este dia outras vezes e cada vez pesa mais esconder-me. Há coisas piores na vida, sei-o bem, mas ainda assim, não será por isso que me custa menos aceitar aquilo que afinal sempre soube…
Depois, novamente cinjo-me ao ciclo em que, não te reconheces em nada, que não pertences a nada e que por isso serás nada no meio de tudo.
Depois, novamente cinjo-me ao ciclo em que, não te reconheces em nada, que não pertences a nada e que por isso serás nada no meio de tudo.
É triste acredita... Quando sentes que já conheces o chão que acabas de pisar
.

6 comentários:
Isto deve parecer despropositado, mas eu ñ faço ideia de quem sejas, e tu tens dois blogs para os quais eu contribuo adicionados.
'Tive a dar uma vista de olhos e gostei de ler sobre o que pensas.
Aproveita para deixar uma palavrinha no BroSam, explicando mais ou menos quem és...
Um abraço.
sou a prima do joão diogo :)
Sou o primo do Bernardo Andrade:)
Mas já não o vejo há muito tempo
o quê?
tu tens uma falha muito grande não tens?
palhaço!
Obrigado, e repito o convite em forma de publicidade.
BroSam
26 de Agosto
Auditório Municipal de Lagos
Abraços e beijos...
P.s.- foste tu que disseste, após o primeiro concerto, que 'távamos convidados, passando por coimbra, a dormir por aí na tua casota.
eheheh
nem mais!
beijos
Enviar um comentário