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Hoje... Sim! Estão passados seis meses... Que de longos e de curtos pouco tem. Apenas importam na medida em que existem como lapso temporal, num agoiro aos dias resplandecentes de esperanças. Perdido está, o que de mais puro e íntegro conhecia, como a simplicidade de uma chuva ou de uma gargalhada.
Tal como uma esperança perpetuada até um dia, fica distinto o meu jeito obstinado de acordar para a vida e a brutalidade da descrença. Fica o cabelo, a boca, uma canção constante e algo mais, ainda latente. A memória de uma casa caiada, da frescura de um paial, de maresias, de Agostos, de figos e de chá. Um cheiro de pele e uma voz que me acompanham.
Não será pelo dia de hoje que o sol me queima mais. Será por mim… Até o dia em que chegar o meu indulto.
E sabes o que me lembrei imediatamente após… Que ficou uma história de menina por ouvir… E que jamais vou saber como termina…

2 comentários:
Produziste aqui um momento de beleza.
A claridade conta.
obrigada! é sempre muito bom saber isso.
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