quinta-feira, 13 de abril de 2006

Somos histéricos! Tal como as flores... Tratamos o desequilíbrio por tu e sorrimos porque consideramos que é um imperativo a promessas mais auspiciosas. Sabemos o que queremos, mas não sabemos o que fazer com isso. Remetemo-nos a delírios fundamentados e acreditamos nisso. Volteamos e quando se esgotam as hipóteses, intuímos. Escondidos, porque somos presas ou estamos presos? Ou porque as barreiras que se apresentam perante nós não deixam espaço para nada mais? E fazes por ultrapassa-las? Deixo-me aqui caída, remetida ao passar do tempo? Se ao menos conseguisse acreditar em fórmulas fáceis para resolver os relevantes e os triviais. Explica-me porque sentimos da forma como sentimos. Explica-me porque percepcionas as coisas da forma como o fazes! Poderão ser encontradas as justificações que quiseres, porque podes alegar tudo, mas será só isso? Quis alongar-me para tantos lados, que sinto não ter conseguido nada, acabei por me perder e não deixei pedrinhas no caminho para me poder guiar. Falta-me tanto… Cada vez mais tenho a certeza que me falta tudo. Ainda assim, mesmo não tendo conseguido alcançar ao que me propus, acordo e pergunto-me… E depois? Quero coisas simples, mas e depois? É agridoce essa dilecção! Sim! Deixa-me arrebatada... Quero amar as virtudes, mas sobretudo os defeitos. Quero dar-lhe tempo para tomar corpo no meu copo, para que liberte os seus perfumes e quero bebe-lo devagar. Sentir em cada parte da minha língua o sabor dessa seiva ora melosa, ora acre e tomar-lhe o gosto. Sim tens razão! O que me aconteceu estes dois últimos anos? Podia pegar outra vez nos Yeah Yeah Yeahs e cantar “Cheated by the opposite of love… Sometimes, I think that, I'm bigger, Than the sound”. Refaz essa questão o que me aconteceu estes últimos cinco anos ou se quiseres, podemos começar a história há sete anos atrás… E parece que foi ontem. E se me queixava anteriormente de ser obstinada, no que foi, agora percebo que só explanando o antes, vou conseguir mover-me hoje. Chama-me o que quiseres… E não concordes comigo, só porque sim e se achares que estou a ser parva abraça-me! Vai saber-nos bem! Muitas vezes não nos alcançamos, mas é isso que me dá gozo. Pica-me e faz-me querer ir ao encontro de algo. E há coisas que se mostram e há outras que nos tocam de tal forma, que, ou não sabemos lidar com elas, ou queremo-las só para nós. Egocêntricos? Sempre! Sei que sim, deixemo-nos de melindres em admiti-lo e ignora os porquês, pelo menos por cinco minutos. Detesto prazeres feitos à medida! Nada será inconsequente! E essas demências serão salpicos de vida. E certamente aquilo que digo menos sóbria é o mais verdadeiro, mas também tenho medo que as palavras se atropelem, ou que a minha língua me atropele… E geralmente isso acontece. Não mastigues as palavras… cospe-as. A minha dança solitária parece-te bela... Mas também tens a tua e todas estão providas de algo belo. Acredita que há algo de bom e belo em todos nós... Desculpa lá se não te pareço muito bem, mas houve um dia que já aqui estiveste. Quem te dotou de algum tipo de iluminação para me apontares o dedo e no entanto quem sou eu para questionar que o faças? O nosso tempo está a escoar e não percebemos para onde. Deixa os bichos falarem… Parte-me o coração! E olha que não é difícil… Deixa-me acabar de digerir, deixa-me respirar! Tenho um segredo para ti…

6 comentários:

Isabel disse...

Entendo... tão bem!:)

Ana disse...

eu sei bem o que é que tu entedens :P tudo em cima?

Isabel disse...

Sabes, não sabes?? És tão má! Que horror!Não te fica nada bem esse comportamento. Em cima, em cima não está, enfim...
Boa sorte! Algo me diz que estás quase lá!Se já lá não chegaste...
Beijos. Ás vezes tenho umas saudades das nossas conversas, aquelas em que divagávamos e concluimos que eramos umas desadaptadas. Ainda seremos! Certamente!
Fica bem, borracho!

Ana disse...

uéhhh raparuiga do demo tu tá-te susegada prai muelher!

Catarina disse...

Conheço bem o teu segredo ...

Ana disse...

cambada de... não se pode dizer nada!