Não há nada honesto à minha volta. Tudo se desenha em tons pasteis porque é nobre, que assim seja. E mesmo o desenho é triste e sombrio porque a beleza reside na penumbra. Ninguém é digno daquilo que diz buscar. E eu não sou íntegra a mim. Demasiado dura? Talvez, mas hoje as lentes mostram o mundo assim...
Acordo e vejo os mesmos a correrem à mesma lama... e eu também me deito nela...

4 comentários:
Boa noite, Ana ...
boa noite b.
"Ele" mostra-se tantas vezes assim.
Acordamos e olhamos para "Ele"; pela janela, lá fora, à espera de nos sugar nessa imensidão de lama.
Tantas e tantas vezes desejo fugir para o "MEU"! Criado por mim, qual deus a reger a sua criatura! (Não será "Ele, de alguém? que tal como nós criamos o nosso também criou o dele e do qual nós fazemos parte?! mundos... paralelos!)Mas, pobre de mim... um pobre criador que não é deus, restando-me viver no dele! O "dele" parece lama... como dizes, lama por onde e para onde nos arrastamos!
Um dia num documentário, vi pessoas a construirem as suas casas com a lama de que "Ele" é feito.
A casa. A sua própria criacção, nascida da lama da outra criacção.
Corremos para a lama dele, mas com ela temos a oportunidade de sermos sugados e engolidos. Ou, talvez, de pegarmos na lama com toda a nossa força e erguer-mos, erguermo-nos!
Se somos dignos, se somos integros? Que interessa?!
Lutamos.
Agora, a verdade é que por vezes nem restam forças para lutar: quando semelhantes nos atiram a propria lama que nos irá enterrar e quando sozinhos, como nascemos e como morremos, não temos forças para a segurar.
Aí.. eu não sou integro. E, no fim: a lama cobre-me. Como sempre.
Como diz a musiquinha...
"porque um Homem também chora, quando assim tem de ser"
(é saudável... medo, é daqueles que não choram! mas serão esses Homens?)
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